terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Comment Mode "ON"

As fotos.

Dia de manhã. Recta. Uns 70Km/h. Autocarro parado no outro lado da estrada. Nada de passadeiras. Rapariga relâmpago saída do "nada", ou melhor, detrás do autocarro...

PANCADA!

... e só depois travão.

Não consigo descrever de outra forma.

Depois...

PÂNICO!!!

Não consigo descrever o que se sente quando se abandona o carro, se olha a berma da estrada, e se vê, ali mesmo, deitada à nossa frente, inconsciente, a rapariga que acabamos de atropelar.

Passa-te tudo pela cabeça. Primeiro, que está morta. Depois acorda e chora. Mas não se mexe. Não sabes, se está toda partida, se tem lesões internas, se tem isto ou tem aquilo. Simplesmente, pensas sempre no pior. Vai morrer. Vai ficar paralisada. Vai ficar com lesões para todo o sempre. Simplesmente sentes-te na merda.

Cada minuto que passa, parece uma eternidade.

Agarras-lhe a mão, a única que aparentemente mexe. Ela olha para ti, chora, aperta a mão e repete 3 a 4 vezes, as soluços, DESCULPE. É aqui que desmaia novamente. O PÂNICO continua lá, mas agora CRESCE. Eu não sei que ela "apenas" acabou de desmaiar de novo. Não sei mesmo. Para mim acabou de... , e aquelas desculpas parecem-me uma despedida. É aqui que chamo o 115 a segunda vez. É o desespero, obviamente não se esqueceram de mim, mas porra, não sabia mais que fazer.

Não me vou alongar. Já o fiz demais. Apenas acrescento. Que apesar de tudo, a rapariga apenas partiu a clavícula, e este é mesmo um verdadeiro apenas. O cenário poderia ter sido muito mais devastador.

Foi provavelmente, um dos piores dias da minha vida. Onde acabei na urgência com um calmante sublingual e os olhos mais vermelhos que a camisola do glorioso, e mais fechados do que os olhos de um mocado.

Mas este também foi, e olhando para trás, um dos dias com mais sorte da minha vida. Não sei se conseguiria ultrapassar algo pior. E não, acreditem que não interessa se não são culpados. Não interessa. Sei do que falo, apesar de não puder prever o futuro de como seria.

Hoje a rapariga está bem. Eu também. E até já somos amigos nas redes sociais. Agradecia a quem me conhece nessas redes sociais, a não comentar lá a situação. Obrigado.

PS: Liguei mesmo o 115, para quem não sabe, redireccionam ao 112. Eu marquei a primeira coisa que me lembrei.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

Casa de férias

O gato da vizinha, fez da minha garagem a sua casa de férias.

Isto sim, é saber viver.

Ele nem se assusta com a chegada do carro. Faz de contas que não é nada com ele.

Ainda tem o descaramento, de espreitar pelo canto do olho, como quem pensa "mas que é que este quer agora?!?!".

A garagem é minha pá...



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nós por cá

Continua muito frio.

Demasiado frio.

A ilha do Pico continua com muita neve.

Deve ser coincidência.


(Tirada hoje, a caminho do emprego, clicar para aumentar)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Votar

Aproveitem enquanto podem. Pois um dia irão sentir saudades destes tempos.



sábado, 22 de janeiro de 2011

A vista da janela do meu quarto...

... a que nem sempre dou o devido valor. É triste mas é verdade.

Ver a imponência de uma montanha assim, coberta de neve (não se vê bem no vídeo, mas ela está lá) é um privilégio que nem todos podem ter. Principalmente quando acompanhada de sol, mar, o verde das pastagens e o som dos animais. E nós, que podemos ter esse privilégio olhamos para ele com uma banalidade gritante. Hoje, abri a janela, ouvi os passarinhos, e parei a olhar a montanha de ilha do pico, é ainda mais deslumbrante ao vivo. Apreciei mesmo aqueles minutinhos de paz em que tudo o resto fica para trás.

Partilho aqui convosco, mas confesso que não tem 1/10 parte da beleza de a olhar ao vivo. Aquele branco da neve é lindo.

(No vídeo, onde tem 240p, seleccionem 720p para ver com maior qualidade de imagem)


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Esclarecimento

Para quem não me conhece, convém esclarecer que não sou como as pessoas normais.

Eu não vivo numa casa normal como todos. Vivo numa arca congeladora.

RaisParta a humidade do ar, essa gaja que entra em casa com o frio de braço dado.